

Comunicação de risco
A cicuta (Conium maculatum L.) é uma planta herbácea bienal da Europa e da Ásia temperada, espontânea nas bermas dos caminhos e margens dos cursos de água. Em Portugal, esta planta pode ser encontrada em quase todo o país.[1]
Apesar de muitas das exposições com plantas tóxicas envolver crianças, a intoxicação por cicuta envolve mais os adultos, que identificam a planta incorrentamente como sendo salsa, cerefólio, cherovia ou mesmo ginseng (espécies estas que são rotineiramente usadas na alimentação).[2]

Os sinais de envenenanento manifestam-se por aparecimento de vertigens, sede, sensação de frio, diarreia, parestersias, paralisia muscular e, nos casos, graves, morte por paralisia respiratória.[1]
Há situações de maior risco para a intoxicação por cicuta:[3]
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Gravidez, podendo haver indução de malformações congénitas
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Amamentação
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Deficiência enzimática
O diagnóstico é feito através da análise dos sintomas, testes laboratoriais ao sangue, urina e fezes e através da identificação da planta.
Não existe antídoto para a cicuta! O alívio dos sintomas passa por indução imediata de émese ou lavagem gástrica e a administração de carvão ativado e de um catártico.[3][4]


Fig. 1 - Folhas de Conium maculatum L. (cicuta).
Fig. 2 - Folhas de Anthriscus cerefolium L. (cerefólio).